Quem sou eu?
Um mendigo que canta para ti,
minha bem amada
tão longe, e no entanto, tão perto,
Tu me escutas?
Fui liberto da minha escravidão do mundo,
meu sofrimento
também é minha felicidade
na dor da felicidade
eu me afogo e tenho sede,
cego na noite
confidente do sol.
Es minha alma, sou a tua.
Duas almas que são uma só alma.
Dois enigmas, uma só solução,
pois todos, na terra,
sofrem por causa do outro
Dois passos nos separam
ainda desta vez,
ainda que saibamos que somos dois
porque aqui embaixo
o Um se manifesta em dois
que ainda não podem se unir
para fazerem apenas um.
Um mendigo que canta para ti,
minha bem amada
tão longe, e no entanto, tão perto,
Tu me escutas?
Fui liberto da minha escravidão do mundo,
meu sofrimento
também é minha felicidade
na dor da felicidade
eu me afogo e tenho sede,
cego na noite
confidente do sol.
Es minha alma, sou a tua.
Duas almas que são uma só alma.
Dois enigmas, uma só solução,
pois todos, na terra,
sofrem por causa do outro
Dois passos nos separam
ainda desta vez,
ainda que saibamos que somos dois
porque aqui embaixo
o Um se manifesta em dois
que ainda não podem se unir
para fazerem apenas um.
(Extraido da lenda persa, Leila e Madschnun)